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ASAP define planos e estratégicas para 2019 e 2020

4 de dezembro de 2018
Membro do conselho da ASAP reunidos para o planejamento estratégico dos próximos dois anos

Membro do conselho da ASAP reunidos para o planejamento estratégico dos próximos dois anos

 

Com o apoio de uma equipe de consultores, Conselho Diretor se reuniu, em outubro, para definir estratégias para os próximos dois anos. Confira os principais pontos tratados

O atual processo de planejamento estratégico encampando pela Aliança para a Saúde Populacional (ASAP) está em linha com uma fase de amadurecimento da instituição, que se firma como espaço para discussão, proposição de pautas relevantes e de encontro entre os diferentes agentes da cadeia produtiva da saúde. “E não só pelo tempo de vida, mas também pela qualificação das pessoas envolvidas tanto no conselho quanto na direção”, diz Ricardo Ramos, CEO da empresa Funcional, membro do Comitê Técnico da ASAP. “Conseguimos encerrar um período no qual colocamos em prática estratégias traçadas anteriormente, conseguimos cumprir as metas, e agora partimos para a conquista de objetivos mais ousados”.

Entre eles, explica Ramos, estão questões envolvendo a sustentabilidade de longo prazo da instituição – “ela está crescendo, inclusive no desejo de fazer coisas cada vez mais relevantes para as pessoas”, destaca – e aspectos estruturais que permitam avanços no sentido de se consolidar como uma referência de qualidade para as práticas de mercado. Seja no que toca à prestação de serviços em saúde ou no que se refere à atuação das empresas que, como parte de sua área de benefícios, estão envolvidas na gestão da saúde e na Gestão de Saúde Populacional (GSP).

O compromisso da instituição com a qualidade das informações em saúde foi um dos principais pontos discutidos no encontro também na opinião da Dra. Ana Elisa A. C. de Siqueira da Diretora Presidente do Grupo Santa Celina, Presidente do Conselho Diretor. “A ASAP é uma multiplicadora do conhecimento sobre saúde populacional no sistema de saúde como um todo”, diz. “Por isso, discutimos formas para que o próprio conceito de GSP não seja banalizado e para que seja possível construir padrões – conceituais e práticos – que levem a um apanhado de melhores práticas em Gestão de Saúde Populacional”.

Os esforços, diz a médica, se dão no sentido da criação de um banco de dados, de indicadores e de resultados para o setor, informações que sirvam efetivamente de apoio para tangibilizar tudo o que a GSP pode trazer de positivo para o sistema de saúde.

Também presente na ocasião, o Dr. Paulo Hirai, Diretor de Gestão Populacional da Pluricare e Diretor Financeiro da ASAP, destacou os esforços, já realizados e que seguirão em pauta no futuro, rumo à aquisição das melhores práticas no Brasil e no mundo – firmando acordos com o mundo acadêmico e associações internacionais congêneres. “A ASAP está permanentemente focada em prover à sociedade os conhecimentos sobre a melhor forma de gestão de saúde populacional. Além disso, busca a melhor forma de divulgar ao público essas práticas, mostrando casos reais de algumas empresas líderes aos público-alvo”, afirma Hirai.

Para o Dr. Claudio Tafla, membro do Conselho Diretor da ASAP e Diretor Médico do Grupo Bem, os pontos tratados na reunião trazem dois aspectos que ele considera fundamentais: a presença e o protagonismo. “Nas discussões, evoluímos no sentido de termos um filtro e uma certificação – algo como um selo de qualidade – das informações que se encontra no mercado”, explica. “Além, claro, de sempre contribuir com pautas positivas e construtivas no cenário brasileiro de saúde. É isso que quero dizer com presença e protagonismo. Nós temos pessoas com ótimas formações, profissionais qualificados, com penetração e experiência no mercado, para poder produzir essas pautas”.

Compromisso com a saúde
Na opinião dos ouvidos, o encontro que definiu metas e estratégias para os próximos dois anos de trabalho já representa um dos aspectos mais importantes do papel da ASAP no setor saúde: a capacidade de reunir e dialogar com os diferentes stakeholders da área, independentemente das prioridades de cada um.

“O grande motor da ASAP é ela realmente ser uma entidade que defende GSP, conceito que envolve toda a cadeia de saúde suplementar”, avalia a Dra. Ana Elisa. “Isso a permite ter entre seus associados e conselheiros empresas que participem do setor como um todo”.

A médica lembra ainda que, dessa forma, as discussões ganham em complexidade, mas também em amplitude. “É claro que fica mais difícil, porque as agendas são diferentes. Mas quando todo mundo entra – como foi o caso dessa reunião de planejamento estratégico – com o coração e a mente abertos para discutir o modelo, sem discutir a agenda de cada um dentro desse modelo, garantimos uma postura mais produtiva”.

O Dr. Paulo Hirai complementa ressaltando que, pelo fato de a cadeia de valor da saúde ser “extremamente fragmentada”, a abordagem pela via da Gestão de Saúde Populacional (GSP) se mostra positiva ao permitir pontos de convergência de interesse, que levem a uma comparação saudável de custos e desfechos médicos em diferentes contextos. Um fator de aprendizagem para todos os envolvidos. “Com tais abordagens, os próprios agentes podem enxergar seus problemas e corrigi-los”.

Esse é um aspecto também destacado por Ricardo Ramos no momento em que ressalta a neutralidade da instituição – que, segundo ele, “não tem vínculo específico com qualquer segmento de mercado; ao contrário, tem vínculo com todos eles”. “Essa é uma característica da ASAP. Estamos vinculados com a sustentabilidade e queremos deixar um legado de mudança na gestão do setor como um todo”.