Cobertura – Congresso 2014

Cerca de 400 pessoas participaram do maior evento em gestão de saúde populacional do Brasil

O congresso Inovação e Resultados em Gestão de Saúde contou com a participação de cerca de 400 congressistas nos dois dias. O evento foi realizado pela Aliança para a Saúde Populacional – ASAP, nos dias 9 e 10 de abril em São Paulo.

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Abertura

Para a abertura oficial do evento estiveram presentes o presidente da ASAP, Paulo Marcos Senra Souza, o Secretário Adjunto de Saúde do Estado de São Paulo, Wilson Modesto Pollara, representando o Governador Geraldo Alkmin, o presidente da Population Health Alliance, Frederic Goldstein, o vice-presidente da ASAP, Fabio de Souza Abreu, o líder da comissão organizadora e membro do conselho diretor, José Antonio Diniz, e a Superintendente Executiva, Marilia Barbosa.

O presidente da ASAP, Paulo Marcos, saudou os presentes ao maior evento em GSP já realizado no Brasil e abordou a questão da gestão da saúde, que já é uma preocupação constante dos dirigentes de empresas que atuam no país. Segundo ele, a gestão de saúde populacional é um tema que ganha força no Brasil, assim como em países desenvolvidos.Paulo Marcos ressaltou a ousadia da realização deste congresso pela ASAP, com apenas dois anos de existência e lembrou que o próximo já está marcado para daqui a dois anos.

Paulo Marcos afirmou que a ASAP quer tornar-se uma referência em indicadores de avaliação em saúde populacional no país, fato com o qual concorda a Superintendente Executiva, Marilia Barbosa, que fez um balanço da instituição em 2013 e apresentou os objetivos para os próximos anos, entre os quais destacam-se a padronização de dados e informações; os eventos para discussão da importância da GSP e Congresso Intenacional; educação e treinamento com o lançamento de mais 3 cadernos; a criação de banco de dados com indicadores de resultados; e acreditação e certificação em GSP.

O Secretário Adjunto de Saúde, Wilson Pollara, falou sobre acesso X qualidade na saúde, lembrando que o segredo é gestão: “é preciso tratar com complexidade o que é complexo e com simplicidade o que é simples”.

Um panorama de GSP no mundo

Um dos grandes conferencistas mundiais sobre Gestão em Saúde Populacional (GSP), Frederic Goldstein, com mais de 25 anos de experiência em gestão de cuidados de saúde, fez a primeira palestra internacional do Congresso. O CEO da Population Health Alliance, já participou de debates em câmaras legislativas norte-americanas para mudanças nas regras sobre saúde e assistência médica.

Goldstein iniciou a palestra lembrando que o sistema de saúde americano ainda é copiado por muitos países, embora ele também precise ser melhorado. Segundo Goldstein, há muitas diferenças importantes no cenário americano e brasileiro quando se trata de gestão da saúde, como a própria assistência primária, mas o cenário americano oferece oportunidades para a gestão de saúde populacional. Para ele, é preciso motivar as instituições a fazerem programas de prevenção, melhorando, dessa forma, os desfechos.

Cases de sucesso em GSP

Nesta mesa, foram apresentados exemplos de programas implantados e resultados obtidos.

Janete Vaz, sócia proprietária e fundadora do laboratório Sabin de Análises Clínicas, abordou a evolução do negócio e a implementação do processo de gestão de pessoas, em 2003. Janete destacou o atual modelo de gestão: competitividade pelas oportunidades de crescimento, pelo qual empregados potencializados buscam o auto-desenvolvimento. O processo inclui comunicação e comprometimento de todos com a estratégia:

• Construção do mapa estratégico com objetivos, indicadores, metas e projetos, buscando o atingimento da missão e visão
• Envolvimento das lideranças responsáveis pelo engajamento e complementariedade de competências. Comprometimento da diretoria, que vê muito mais do que a implantação da metodologia.
• Realização do alinhamento de todas as unidades e processos com a Estratégia. Cada área identifica e trabalha nos fatores críticos de sucesso dos objetivos que podem impactar no alcance de metas
• Implantação de um modelo de gestão estratégica, incluindo reuniões com as áreas e instrumentos de acompanhamento dos resultados

Os resultados obtidos com os programas são: 99.7% de satisfação do cliente e 1,3% de absenteísmo, quatro processos trabalhistas em 13 anos.
Também fez parte da mesa a Dra.Gerrye Stegall, da Healthways International, com grande experiência no desenvolvimento de programas e soluções em gestão de bem-estar. Segundo ela, em qualquer país pessoas saudáveis custam menos e são mais produtivas.

É possível garantir resultados em GSP?
Neste painel, o CEO da PHA, Frederic Goldstein; o diretor da Rand Corporation, Soeren Mattke, com grande experiência no desenvolvimento e avaliação de programas de promoção da saúde no ambiente de trabalho; e o presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Alberto Ogata, apresentaram reflexões sobre a questão que permeia as ações relacionadas a programas de saúde.

Os palestrantes abordaram a necessidade de se identificar protocolos, adotar modelos e definir indicadores para medir resultados. Para garantir os desfechos, afirmaram, a métrica financeira não deve ser a única. É preciso refletir sobre o que se busca: reduzir problemas na população, buscar a qualidade de vida? E em que tempo se espera chegar aos resultados?
Soeren Mattke mostrou que nos projetos que deram certo, as pessoas que responderam aos programas tiveram mudança de padrão em cerca de 10% ao longo dos anos. Por exemplo: os fumantes que participaram dos programas de qualidade de vida pararam de fumar e tiveram melhoria na sua saúde, e os custos com assistência caíram. Na Pepsico, por exemplo, foram implementados programas de comportamento de risco em patologias crônicas. A poupança foi de US$ 30 por participante, durante sete anos. O retorno sobre o investimento na questão do absenteísmo foi de US$ 0,25.

Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha em fevereiro de 2014, e apresentada pelo presidente da ABQV, Alberto Ogata, a saúde é o principal problema do país, segundo 45% dos respondentes. Ele apresentou o perfil dos programas de promoção da saúde e prevenção de doenças desenvolvidos por operadoras de planos de saúde e aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A incoerência nos programas apresentados e a baixa aderência dos beneficiários demonstram que esta mentalidade ainda não está bem desenvolvida no país. Em sua maioria, 64%, as operadoras tiveram apenas um programa aprovado pela agência reguladora; 72% dos programas são voltados para a saúde do adulto e do idoso com foco em diabetes, hipertensão, alimentação saudável, obesidade, e doenças vasculares. Apenas 23,4% dos programas conseguiram que pelo menos metade do público alvo se inscrevesse.

Lançamento do caderno da ASAP: Gestão de Doenças Crônicas
Fruto do trabalho do Comitê Técnico da ASAP, o Caderno é baseado no relatório de diretrizes e resultados da Population Health Alliance (PHA). Trata-se de um importante conteúdo que a ASAP busca disseminar para apoiar gestores das áreas de Recursos Humanos e de benefícios, bem como fornecedores de soluções do setor da saúde, com conceitos teóricos e ferramentas práticas para o cuidado da população portadora de doenças crônicas.

O material foi apresentado por Neusa Pellizzer, gestora do Departamento de Promoção à Saúde da Associação Brasileira dos Empregados em Telecomunicações (ABET), e membro do comitê técnico da ASAP.
Ela abordou a parceria estratégica entre a ASAP e a PHA, afirmando que a mesma possibilitou a transferência de know-how para as associadas da ASAP, além de um intercâmbio técnico, tecnológico e acadêmico, que garantiu o acesso a inovações, procedimentos, materiais e publicações, gerando network dinâmico e globalizado.

Quanto a este volume, especificamente, Pellizzer explica que fornece informações consistentes, baseadas em experiências já vivenciadas, sobre modelos de Programas para Gestão de Doenças Crônicas, sua aplicabilidade e metodologias de mensuração de resultados.O material tem foco nas “cinco grandes” doenças: Doença Arterial Coronariana (DAC), Diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).

Desafios de um país que envelhece

Neste painel foram abordados os desafios trazidos pelo aumento da expectativa de vida das populações, notadamente no Brasil, resultado dos avanços da medicina, das condições de vida e do maior acesso à informação. Para discutir o tema, a ASAP convidou a Dra.Louise Plouffe, pesquisadora do Centro Internacional de Longevidade, com 25 anos de experiência no desenvolvimento de políticas e práticas sobre envelhecimento em diversos países; e o Dr.Luiz Roberto Ramos, professor da Unifesp, especialista em saúde pública e doutor em gerontologia. Há 23 anos conduz o projeto Epidoso, primeiro estudo longitudinal com idosos no Brasil.

Segundo os palestrantes, o Brasil é um dos três países que mais envelhecerão nos próximos 20 anos. O aumento na expectativa de vida no país para a próxima década é de quatro a cinco meses por ano. Um brasileiro que hoje tem 60 anos já pode chegar aos 80 e um com 90 tem esperança de viver mais cinco anos em média. Em 2012, a população de idosos chegou a 11%, com 23 milhões de pessoas, e em 2050 esta população deve representar 29%, com 65 milhões de idosos. Além disso, nos últimos 20 anos todos os grupos etários com menos de 25 anos diminuíram e o grupo de crianças com menos de cinco anos foi reduzido em cerca de cinco milhões.

“A geração que lutou na revolução é a mesma que está revolucionando o envelhecimento, mas como o Brasil vai encarar este desafio de envelhecer em tão pouco tempo?”, provoca a pesquisadora Louise Plouffe, lembrando que o tema foi comemorado no século XX e agora é o desafio do século XXI.

Para Louise Plouffe, a adoção de estilos de vida saudáveis é fundamental para encarar os novos desafios, garantindo a independência e qualidade de vida e, portanto, a capacidade funcional. “Pessoas saudáveis têm melhor aprendizado, melhor performance no trabalho, desenvolvem habilidades sociais e têm mais apoio quando idosas”.

“Planejar para o jovem é excluir o velho. Planejar para o velho é incluir o jovem”, afirma Plouffe.

Luiz Roberto Ramos lembra que a velhice no Brasil passa por um processo de revisão. E provoca “por que nos preocuparmos com o processo da velhice agora se ele sempre existiu? Porque ele nunca foi tão especial, tão dinâmico e porque traz uma nova equação que inclui questões como a aposentadoria e o social”. Segundo ele, na saúde em especial, o envelhecimento traz um novo paradigma: o aumento na expectativa de vida e na população de idosos com grande rapidez. Isso porque, em 30 anos, no Brasil, as mulheres passaram a ter dois filhos, em média, ao invés de seis.
O especialista apontou uma hierarquização das incapacidades para realizar as atividades de vida diária, que vão desde fazer compras (49%) até sair da cama (4%), apontando o limiar da dependência, quando é necessário ajuda para andar (9%) e se vestir (8%).

O papel da tecnologia na transformação do cuidado

As tecnologias de informação e comunicação em saúde e as novidades em projetos desenvolvidos por empresas e instituições de relevância mundial no setor de health care foram apresentadas nesta palestra pelo consultor da E-Health Summit, Guilherme Hummel, que há 17 anos atua nas áreas de medical devices, m-health e tele-health.

E-health é o conjunto de tecnologias de informação e comunicação em saúde. Englobam prontuário eletrônico, gestão hospitalar, troca de informações em saúde, telemonitoramento remoto, registro nacional de saúde, controle nacional de medicamentos, suporte à decisão clínica, sistema de arquivamento e distribuição de imagens, telemedicina, telecuidado móvel, equipamentos de monitoramento, call center assistencial, registro pessoal de saúde e computação em nuvem na saúde, entre outros.

Segundo Hummel, o comportamento é sempre o elo mais forte para que se obtenham ganhos na saúde. A evolução da tecnologia, no entanto, dá maior poder de decisão ao paciente configurando-se como um instrumento de transformação. É crescente o engajamento dos pacientes nos mecanismos que controlam a sua saúde e o bem-estar. “Nenhuma transformação será efetiva sem a tecnologia. A solução só será escalável com ela. No entanto, o médico no Brasil ainda é resistente à tecnologia centrada no paciente porque o benefício é assimétrico. As tecnologias pessoais de saúde até uma década atrás eram consideradas novidades e modernismos. Não são mais, passaram a ser instrumentos de transformação”.

Para o palestrante, as tecnologias de informação e comunicação em saúde (TICS) não resolvem tudo, mas nada será uma solução em escala efetiva sem elas. Exemplo disso são os problemas crônicos e anacrônicos, no país:

• Gestão administrativa e organizacional empírica – sem controle de custos elementares, hierarquias produtivas, engenharia de processo eficiente, avaliação de resultados de desempenho.
• Gestão clínica – sem métricas, protocolos, histórico do paciente, auditoria.
• Mercantilização sem critério e com baixa regulação.
• Deficiência de recursos humanos em quantidade e qualidade.
• Infraestrutura inadequada às demandas.
• Descaso e desrespeito ao usuário do sistema (paciente).
• Volume do atendimento aquém do volume de demanda.
• Custos do setor acima dos custos médios do país.
• Formação médica atrasada e sem residência.
• Saúde básica centrada na saúde emergencial.
• Usuário sem formação básica orientada à sua saúde pessoal.
• Políticas públicas de curto e médio prazos sem alcance.

Regulação, 15 anos depois. O papel da ANS

Esta mesa redonda reuniu dois ex-presidentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): Januário Montone e Mauricio Ceschin. Os dois fizeram um balanço sobre os primeiros 15 anos da regulação do setor de saúde suplementar, em especial a contribuição da ANS na produção da saúde.
Januário Montone, primeiro diretor presidente da ANS é gestor público com mais de 20 anos de experiência na administração pública. Foi secretário de saúde da cidade de São Paulo, presidiu a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e foi diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mauricio Ceschin foi diretor superintendente da Medial Saúde, superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, vice-presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) e presidente executivo da Qualicorp.

Januário Montone lembrou que até o ano 2000 era livre a operação das operadoras de planos de saúde e dos seus produtos. Até este período era fácil abrir uma operadora. A partir da regulação isso mudou. Foi desenvolvida uma regulação específica para o modelo e para o produto.
“A regulação avançou de uma maneira muito específica, o que me dá orgulho. As operadoras que mudaram o seu modelo de negócios sobreviveram e houve aumento imenso na demanda após a regulação. Ela não quebrou o mercado, ao contrário, hoje vivemos um momento muito rico”.

Para Montone, no entanto, a expansão do setor deixa a desejar, bem como a integração da saúde suplementar com o SUS. Hoje ainda existem os chamados vazios assistenciais do Brasil, como nos interiores, por exemplo, tanto no setor público quanto no privado. Por outro lado, o acesso aos medicamentos aumentou muito. Também há protocolos de atendimento e diretrizes clínicas, indicadores de qualidade, rol de procedimentos. Ou seja, houve ganho significativo para os consumidores.

Hoje a ANS atingiu o limite de sua competência, na visão de Montone. Segundo ele, o que temos são sistemas desintegrados, competitivos e que não conversam um com o outro. Quem tem cobertura suplementar tem três vezes mais valor per capita do que se tivesse só o SUS. Além disso, falta ao Brasil utilizar a telemedicina e dar mais espaço para trabalhos que podem ser feitos por enfermeiros e por médicos à distância, ao invés de ficarmos trazendo médicos de fora.

“Não vejo uma saída estratégica para o setor de saúde brasileiro se, como um todo, o Brasil não for olhado pelos próximos 10, 20, 30 anos”, finaliza.
Mauricio Ceschin define a finalidade da ANS como de interesse público. Considera que a Agência tem cada vez mais destaque no desenvolvimento de ações de assistência, através da regulação assistencial e do acesso à qualidade. “O importante é o ser humano. Nossos filhos e netos chegarão aos 100 anos e nossos pais viviam até os 60. Estamos falando de outro sistema de saúde”.

Tanto a frequência do uso, quanto o custo, aumentam com a idade. Se a fórmula não for mudada, o país vai ter problemas de sustentabilidade do sistema em breve, tanto no privado quanto no público. Para financiar isso, só garantindo acesso digno à saúde – um desafio mundial.

Os grandes desafios da saúde suplementar hoje, segundo Ceschin, são a sustentabilidade, o envelhecimento, o pagamento aos prestadores e o financiamento do setor. A ANS contribuiu muito com estes desafios ao desenvolver uma agenda regulatória com vários eixos de ações, prevendo os temas desafiantes.

“Vejo como avanços os prazos máximos de atendimento, a garantia de atendimento, o incentivo à contratualização entre operadoras e prestadores para o estabelecimento de critérios mínimos obrigatórios para a formalização de instrumentos contratuais, a criação de Ouvidorias pelas operadoras, a justificativa de negativa por escrito, o programa de conformidade regulatória e muitos outros”.

Ceschin ressalta a necessidade de aumentar o nível de comunicação, melhores práticas, resultados comparativos e dados objetivos para análises. “É preciso educação e mudança de comportamento para cuidado preventivo e de assistência à saúde”.

Certificação em GSP

José Carvalho de Noronha, diretor do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA); Marcio Coriolano, Presidente da Bradesco Saúde, Mediservice e Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fensasude); Rubens Covello, CEO do IQG; e Helton Freitas, Presidente da Unimed-BH, foram os convidados da ASAP para responder questões presentes na agenda das organizações de saúde: por que validar e certificar programas em gestão de saúde populacional? Como integrá-los? Como medir resultados?
José Noronha deu início às apresentações explicando que acreditação em saúde é um processo no qual uma entidade, separada e distinta da organização de saúde, geralmente não governamental, avalia a organização de saúde para determinar se ela atende a um conjunto de requisitos (padrões) projetado para melhorar a segurança e a qualidade dos cuidados.

Já a acreditação em saúde populacional é um processo no qual uma entidade, separada e distinta da organização, geralmente não governamental, avalia a organização para determinar se os programas atendem a um conjunto de requisitos (padrões) projetado para melhorar a saúde do grupo populacional que a integra ou está sob sua gestão.
Neste caso, os possíveis campos de intervenção são os seguintes:

• Programas de bem-estar/estilo de vida/“wellness”
• Assistência médica e odontológica
• Assistência farmacêutica
• Saúde ocupacional
• Reabilitação e requalificação profissional e/ou recuperação de autonomia
• Serviços sociais de apoio
• Atenção psicossocial

O Presidente da Bradesco Saúde, Marcio Coriolano, apresentou números e dados da instituição, que é uma das maiores operadoras de planos de assistência à saúde do país. A instituição foi a primeira operadora de saúde acreditada conforme os padrões da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Ele explicou o longo processo vivenciado pela instituição para a obtenção do certificado de acreditação, que já deverá ser revalidado em 2015.

O objetivo da instituição no início do processo de acreditação foi ter a qualidade da Bradesco Saúde certificada por instituição conceituada e independente e ser a primeira operadora de planos de saúde com certificado de acreditação no Brasil. A partir de então, criou-se uma cultura de qualidade, com o estabelecimento de padrões, monitoramento de processos e ações de melhoria.

Rubens Covello, presidente do IQG, traçou um cenário do atendimento hospitalar no Brasil desde a década de 1960, lembrando que a segurança do paciente só começou a ser discutida a partir do ano 2000, momento em que os poucos recursos destinados ao setor e a baixa profissionalização da gestão começou a despertar o entendimento de que o caminho para melhorar resultados seria melhorar a gestão e entender o negócio.

O processo da acreditação passou a ser utilizado pelas organizações de saúde para avaliar e implementar a gestão da qualidade nos serviços prestados, o que envolve a verificação diária de atividades e serviços em relação a padrões de segurança pré-estabelecidos. Os objetivos são: Incentivar os funcionários e colaboradores a fazer mudanças em seus hábitos diários, promover uma filosofia de gestão integral de saúde, ajudando as pessoas na escolha de um melhor estilo de vida e desenvolver comportamento positivo em relação a prevenção de doenças, monitorando o impacto da saúde pessoal na comunidade de inserção.

Os benefícios são:
Para as Empresas – Demonstra a decisão de trabalhar com um fornecedor de programas de prevenção de doenças para criar um ambiente de trabalho saudável.

Para os Planos de Saúde – Demonstra que suas iniciativas de prevenção de doenças contratadas se alinham aos mais altos padrões de qualidade.
Para Fornecedores dos programas – Demonstra o valor do fornecedor para as instituições e seus empregados.

O presidente da Unimed-BH, Helton Freitas, apresentou o projeto de qualificação dos prestadores da Unimed-BH, que dotou Belo Horizonte do 2º maior parque hospitalar com certificação de qualidade do Brasil. O processo rendeu à instituição grandes marcos desde o início em 2006. Em 2013,quando o programa completou oito anos, o balanço era o seguinte: R$ 127 milhões investidos, 62 serviços acreditados e/ou certificados, quatro hospitais com certificações internacionais. A expectativa deste processo é que haja maior repercussão na qualificação do desempenho assistencial e na gestão eficiente da rede.

Depoimentos

“O primeiro congresso de gestão de saúde populacional representou a síntese do que apresentamos no lançamento da ASAP e do que consta do nosso estatuto: divulgar as boas práticas em Gestão de Saúde Populacional (GSP) ; divulgar metodologia para se obter resultado, como o lançamento do caderno II e o próprio congresso; reunir pessoas que possam contribuir para a GSP.O período que antecedeu ao congresso nos obrigou a muitas reuniões de planejamento, pesquisas e contatos internacionais e nacionais.

No congresso tivemos muitas oportunidades de contatos, relacionamento, debates e aprendizado. Agora temos o desafio de divulgar os resultados em encontros regionais e nos tradicionais encontros em São Paulo e nos prepararmos para o congresso da PHA no Arizona (EUA), em outubro próximo.”
(Paulo Marco Senra Souza – Presidente da ASAP)

“O Congresso Internacional 2014 da ASAP foi um sucesso e os temas escolhidos demonstraram total consonância com os dias atuais e com as necessidades e expectativas das empresas. O Evento confirma a capacidade de a ASAP ser referência em Gestão de Saúde Populacional (GSP), trazendo conteúdo técnico e abrangente, além de privilegiar o conhecimento, disseminando metodologia, métricas e indicadores para mensuração de resultados.”
(Marilia Barbosa – Superintendente Executiva da ASAP)

“Espero que a conferência proporcione excelentes indicações no caminho para o desenvolvimento de uma cultura de cuidado para os brasileiros de todas as idades, além de inspirar os participantes a avançar ao longo desse caminho.”
(Louise Plouffe – Centro Internacional de Longevidade)

“O congresso é uma oportunidade de nos reunirmos para debater temas importantes na gestão da saúde, buscando a inovação e a melhoria de resultado”.
(Helton Freitas – Unimed-BH)

“Há grande expectativa que o Congresso Internacional da ASAP abra o debate e estimule a disseminação de novas maneiras de entender e praticar os cuidados de saúde para a população brasileira.”
(José Noronha – Consórcio Brasileiro de Acreditação)

“O Congresso Internacional é bem pensado e colocou a devida ênfase sobre as mesmas questões que a indústria enfrenta nos Estados Unidos e em outros lugares. É fundamental o esforço para impulsionar os princípios da saúde da população para o êxito da transformação do sistema e cuidados de saúde.”
(Frederic Goldstein – PHA)

As apresentações estão disponíveis na íntegra para os associados ASAP na área restrita do site.

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