Notícias

Efeito Trump será mínimo no US no que se refere a iniciativa do Obama care para GSP. Algo para pensarmos a respeito no Brasil…

7 de agosto de 2017

Apesar das incertezas na revogação e substituição do Affordable Care Act em função das promessas de campanha de Donald Trump, 82% dos executivos da área de saúde dos Estados Unidos disseram que continuarão implementando estratégias de Gestão de Saúde Populacional (GSP, ou Population Health Management, PHM em inglês) em suas organizações, enquanto 4% disseram que irão impulsionar seus planos para GSP, de acordo com uma pesquisa da Health Catalyst. A pesquisa também mostrou que 68% disseram que GSP era muito importante na implementação para seus planos no modelo para melhorar a disponibilização no modelo assistencial nos próximos dois anos.

No Brasil ainda estamos muito atrás em relação a questão da Gestão de Saúde Populacional. Muitos não sabem o que é GSP, outros acreditam que é uma moda que já está passando, enquanto outros simplesmente ignoram. Enquanto isso, nossos custos sobem acima da inflação (muito acima!!!).

Uma das críticas que geralmente surge é que GSP pode ser qualquer coisa ou, por outro lado, tudo que envolve o sistema de saúde. O primeiro ponto que é importante a colocar é que GSP trata da gestão de uma população quanto ao seu acesso, utilização, integração da informação e resultados obtidos. Talvez o mais importante é dizer, na minha opinião, o que não está dentro do GSP: a assistência a saúde individual, isto é o ato assistencial, sua qualidade e seu custo, para tanto, temos o modelo de gestão tradicionais, que sem a visão de GSP, traz os resultados que estamos vivendo.

GSP inicia com o risco de saúde de um grupo específico de uma população (um extrato populacional que tem em comum um risco similar em termos estabilidade, mortalidade, ou outro parâmetro que possa ser escolhido) e busca definir o melhor modelo para gerenciar esse risco de saúde de forma integrada para manter a população com a maior estabilidade do seu status de saúde, simultaneamente com a melhor relação qualidade assistencial x efetividade de custos possível e, assim, conseguindo maior equidade para todos.

Espero que a discussão sobre GSP comece a ser feita com maior intensidade por todos nós que atuamos na gestão dentro do sistema de saúde com diversos papéis. Cabe uma pergunta para nós mesmos: quanto eu penso no meu dia-a-dia em GSP ou estou envolvido apagando incêndios na gestão da rede ou na gestão do acesso?

Anexo: artigo completo publicado na Healthcare Informatics.

Fábio Abreu.