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Empresas de saúde debaterão em São Paulo modelos de gestão que garantem lucro só se as pessoas estiverem saudáveis

21 de julho de 2015

ASAP – Aliança para Saúde Populacional traz ao Brasil palestrantes internacionais que apresentarão tendências e cases de redução de custos com saúde

Um modelo de gestão de saúde no qual todos os players envolvidos (médicos, hospitais, planos de saúde) só lucram se as pessoas permanecerem saudáveis é viável no Brasil? Em ascensão nos Estados Unidos, esse modelo – chamado de Accountable Healthcare – foi desenhado para manter os pacientes fiéis aos seus médicos que, por acompanhá-los há bastante tempo, são mais ágeis e precisos no diagnóstico.

Não só no Brasil, como em todo o mundo, a infidelidade entre médicos e pacientes é um dos motivos que tornam os custos com saúde cada vez mais elevados.
Se não gostou do médico com o qual se consultou, o paciente procura outro profissional, dando início a um círculo vicioso de desperdício de recursos, pois a cada consulta novos exames são solicitados, o tempo para a descoberta das causas da doença aumenta, comprometendo a saúde da pessoa e tornando a medicina um artigo de luxo no país, pois poucos podem pagar planos de saúde.

No Accountable Healthcare a fidelidade é um fator positivo tanto para a saúde quanto para a redução de custos porque, quando o médico acompanha e cuida do mesmo paciente há a garantia da prevenção de doenças, além da cura, já que se sabe tudo sobre a pessoa.
“Hoje, com o atual modelo de saúde, para que os hospitais ganhem dinheiro é preciso que as pessoas percam a saúde, e os planos de saúde, por sua vez, também perdem dinheiro, porque precisam fazer os repasses aos hospitais. No Accountable Healthcare todos os profissionais envolvidos com saúde podem garantir um grande lucro, mas não com a doença, e sim, com a saúde”, explica o presidente da ASAP, Paulo Marcos Senra.

Como funciona o modelo Accountable Healthcare

Ao permanecerem saudáveis, médicos e hospitais lucram com as consultas e internações que não aconteceram. “Não podemos continuar com esse modelo no qual o paciente precisa perder a saúde para que venha o lucro”.
Accountable Healthcare significa assistência à saúde com responsabilidade, um modelo estruturado para a garantia da qualidade, redução dos custos e facilidade ao seu acesso. “Essa é uma das grandes novidades em gestão de saúde nos Estados Unidos, país que já conta com 600 associações que atuam com Accountable Healthcare, que são as Accountable Healthcare Associations, e representam 20% do mercado de saúde norte-americano, sendo também apontado como o segmento que mais cresce”.

O modelo Accountable Healthcare oferece medicina mais acessível e mais barata porque não há desperdício de recursos e nem perda de tempo. O paciente não faz várias consultas porque é atendido por um único médico sempre, evitando a repetição de vários exames e internações desnecessárias. Os pacientes que contam com plano de Accountable Healthcare têm todos os exames arquivados e acessíveis, são atendidos em casa ou no consultório e estão em contato permanente com seu médico por celular, SMS e outras tecnologias.

“Quando o paciente troca de médico seus exames são perdidos, é preciso começar tudo do zero, marcar consultas que demoram meses, se vai ao hospital o médico não conhece a pessoa e a interna sem necessidade e se está de plantão vai embora, o outro médico passa a acompanhar o paciente, não conhece o seu problema, o que perde muito na qualidade do atendimento e poderia ser evitando no Accountable Healthcare que, com a fidelização, aumenta a qualidade e a satisfação”.

No modelo Accountable Healthcare os pacientes se associam e criam uma espécie de fundo. Se as pessoas estiverem saudáveis, não haverá custo com consultas ou internações e o lucro é repartido entre os médicos que participam do grupo. Caso as pessoas estejam doentes, e precisem fazer exames e consultas, o médico ganhará menos. “Neste sistema o médica fará um esforço enorme para que as pessoas não adoeçam porque, além de terem menos trabalho, receberão mais, o que tem sido muito bem aceito nos Estados Unidos, enquanto que no Brasil, a médico só ganha se internar as pessoas”.

Uso da tecnologia para redução de custos com saúde

Assim como nos outros países, os setores privados que atuam com saúde no Brasil estão em busca de modelos que ofereçam qualidade, acessibilidade e menor preço aos usuários. E a redução de custos passa pelo uso das tecnologias hoje disponíveis, como SMS, internet, envio de resultados de exames por email, evitando deslocamentos. África, Israel e Canadá usam a tecnologia no lugar de consultas e envio de resultados de exames. Dermatologistas veem problemas de pele a partir de fotos enviadas pelos pacientes por email, SMS ou WhatsApp, e na África pediatras acompanhas pré-natal a partir de mensagens enviadas pelos enfermeiros. “São todas ideias muito simples, a gestão de saúde populacional tem de ser simples para ser eficiente”, diz Senra.

Para apresentar todos esses temas e propostas ao Brasil a Aliança para Saúde Populacional – ASAP traz três nomes internacionais para o Fórum ASAP 2015, que terá como tema “Tecnologia em Saúde como importante estratégia para o engajamento”. O evento acontece no dia 9 de abril, das 8h às 17h, no Hotel Tivoli São Paulo Mofarrej (Alameda Santos, 1437).

Quem são os palestrantes:

Frederic Goldstein – CEO da Population Health Alliance, maior aliança mundial na divulgação de pesquisa e debate sobre gestão de saúde populacional
Oliver Harrison – Vice-Presidente da Healthways International, maior empresa do mundo em gestão de saúde e prevenção de doenças
Kaveh Safavi – CEO da Global Health – Accenture, maior empresa de consultoria com projetos em Saúde na Ásia, Europa e Estados Unidos

Assessoria de Imprensa do Fórum ASAP 2015
Cibele Buoro Assessoria Jornalística e Comunicação Empresarial