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Estimulando a mudança de comportamentos – Entrevista: Raquel Imbassahy – Superintendente de Gestão de Saúde Populacional da SulAmérica

19 de dezembro de 2017

Quais as principais dificuldades para as empresas obterem resultados em Gestão de Saúde Populacional?

A gestão de saúde populacional é uma frente extremamente relevante para a manutenção de uma carteira saudável, equilibrada e, portanto, sustentável. A ciência médica já provou que inúmeras doenças e cronicidades podem ser totalmente evitáveis por meio da adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida, e esse tipo de comportamento pode ser fomentado por meio de uma boa estratégia de gestão de saúde.  As empresas estão cada vez mais conscientes desta importância e cada vez mais atuantes e proativas. Muitas já compreendem que a contratação de um plano de saúde para os colaboradores não é uma simples relação comercial, mas uma parceria cooperativa, com propósito e visão de longo prazo.

As empresas estão iniciando uma jornada importante de integração de suas ações de saúde, antes pontuais e isoladas e com poucos benefícios reais. Elas começam a entender que os programas de saúde não podem ser exclusivamente focados nos doentes crônicos e complexos, mas devem abranger toda a população de colaboradores, incluindo os saudáveis, com foco na promoção da saúde e na prevenção de doenças.

A SulAmérica busca organizar, qualificar e interligar dados referentes à saúde, incluindo informações de saúde ocupacional. Para isso, é realizado um mapeamento da população da empresa e oferecido um programa de gestão de saúde abrangente e de acordo com os perfis dos colaboradores.

Como as empresas, financiadoras da saúde suplementar no país, poderiam apoiar na mudança do modelo atual, centrado na doença, para um modelo focado no cuidado com a saúde?

A construção de um modelo de saúde suplementar mais equilibrado deve focar no cuidado e na prevenção. No entanto, são essenciais o diálogo e a participação ativa de todas as partes: operadoras, médicos, hospitais, clínicas, laboratórios, empresas e indivíduos. As empresas devem priorizar a gestão da saúde e do bem-estar de seus colaboradores. O ambiente de trabalho pode ser um instrumento para criação de uma cultura de saúde, incentivando a adoção de um estilo de vida saudável, além de fornecer dados essenciais para o estudo e a análise de causas de adoecimento de determinada população.

Com iniciativas bem-estruturadas e incentivadas pelo alto escalão da companhia, é possível aumentar a produtividade, reduzir o absenteísmo e as despesas assistenciais, além de promover uma mudança cultural positiva. Afinal, colaboradores que se sentem bem fisicamente e emocionalmente são mais engajados em suas atividades, possuem maior satisfação profissional e contribuem mais com os resultados da empresa. Temos, em muitas empresas, auxiliado na gestão de saúde por meio de um programa que promove iniciativas de incentivo a hábitos de vida mais saudáveis com foco na prevenção de doenças e suas complicações. Hoje, mais de 85 mil beneficiários são acompanhados nessas iniciativas, que partem do mapeamento de estado de saúde, estilo de vida e riscos para determinar o encaminhamento a ações específicas de estímulo ou mudança de comportamentos.

Como implementar estratégias para conseguir a adesão dos colaboradores para o cuidado com a saúde, tendo como proposta a Gestão de Saúde Populacional?  

O passo mais importante é compreender a saúde como questão primordial para a qualidade de vida, o bem-estar e o desempenho profissional do colaborador. Se a empresa tiver essa visão e decidir focar investimentos em gestão de saúde, será possível estruturar e implementar um programa completo e customizado às suas necessidades específicas.