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Gestão de Indicadores em Saúde: medir e monitorar para tomar as melhores decisões

23 de outubro de 2018

Resultado da reunião e organização de diversos dados reais de uma empresa, os indicadores são indispensáveis para o sucesso de ações e investimentos em diversas áreas. Na gestão da saúde, sua importância se traduz no potencial dessas informações para guiar a melhor tomada de decisões seja com relação a programas e seus impactos financeiros seja na equação entre a saúde dos colaboradores e seus níveis de produtividade

Em linhas gerais, indicadores são parâmetros pré-definidos para que se tenha o maior controle possível do que acontece dentro de um negócio. O intuito é garantir as melhores práticas e tomadas de decisão mais assertivas, a fim de que o planejamento e a execução (dentro disso, os resultados e metas desejados) se alinhem, sem sustos.

Quando se fala em gestão de saúde nas empesas, os indicadores fazem ponte com um programa de fundamental importância – e realização mandatória por parte do Ministério do Trabalho: a saúde ocupacional. Por meio de ferramentas, como softwares específicos, o gestor consegue observar dados coletados, por exemplo, durante exames periódicos dos colaborares, com vistas a um desenho mais fiel possível do perfil epidemiológico da população atendida.

Dessa forma, é possível verificar a porcentagem de funcionários que apresentam alterações de saúde – o que nos leva ao importante acompanhamento das doenças crônicas, como hipertensão. Além de sobrepeso e obesidade, problemas de visão ou qualquer outra enfermidade que comprometa o estado de saúde do colaborador, consequentemente impactando na produtividade.

Munidos desse conhecimento, os gestores ampliam sua capacidade de tomar as melhores decisões – tanto no que toca à investimentos quanto à natureza dos programas de tratamento e prevenção a serem oferecidos. No bojo das ações, ganha-se também em políticas internas de cuidados com a saúde e na assertividade de campanhas e sensibilizações sobre a importância do autocuidado.

A convite da ASAP, Amanda Almeida, executiva do Núcleo de Saúde e Prevenção da Omint, Claudio Tafla, Diretor Médico do Grupo Bem, debateram o tema para a série de vídeos 5 Minutos com a ASAP. A mediação foi do Paulo Hirai, Diretor da Pluricare.

Para Amanda Almeida, um dos principais cuidados na hora de adotar o uso de indicadores é escolher com precisão o foco da análise. “Trabalhar com o indicador focado em custo, por exemplo, nem sempre vai ser muito simples, porque pode ser que a empresa não consiga ter um bom indicador de redução de custo num primeiro momento, dependendo da estrutura que está montada lá dentro”. Diante disso, a recomendação da executiva é “entender o cenário da saúde”. “Eu começaria com indicadores epidemiológicos”, recomenda.

Entre os exemplos de uso citados pelos especialistas ouvidos pela ASAP está um olhar aproximado para o fenômeno do absenteísmo, uma eficiente maneira de medir produtividade. Compilar dados referentes a afastamentos e entender os motivos das ausências – sobretudo, se há diagnósticos ligados a elas – torna possível reunir informações que apontem o caminho das pedras rumo a estratégias eficazes para a solução do problema. “Os dados corretos que vão trazer a informação necessária para que você consiga ter uma gestão mais eficiente”, finaliza Claudio Tafla.

 

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