Notícias

Qual a melhor forma de avaliar os investimentos em saúde populacional e corporativa?

5 de dezembro de 2018

A convite da Aliança para Saúde Populacional (ASAP), a pergunta foi respondida por Cesar Rodriguez, CEO da AxisMed, para o qual o uso consciente dos recursos pelas empresas, e dos benefícios por parte dos colaboradores, são dois dos caminhos para equilibrar gastos e ainda garantir a sustentabilidade do setor

Para o CEO da AxisMed, Cesar Rodriguez, os responsáveis pelos investimentos em saúde nas empresas – sejam os vice-presidentes de recurso humanos, os diretores de benefícios ou os CFOs – têm o desafio de encontrar um equilíbrio entre a melhor performance dos números a curto prazo e ações que garantam o futuro sustentável do setor saúde.

E, embora difícil, essa não é uma tarefa impossível – inclusive porque, na visão de Rodriguez, recursos não faltam no Brasil. Os gargalos ainda estão na gestão dos gastos e no uso dos benefícios. “Não falta dinheiro no Brasil. O problema é como gerenciar de forma correta esse dinheiro para que as pessoas sejam atendidas naquilo que elas precisam”, afirmou o CEO, durante conversa com Luiz Edmundo Rosa, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas da ABRH Brasil, para a recente edição do programa Cinco Minutos com a ASAP.

O caminho para isso está no investimento em Gestão de Saúde Populacional (GSP). “É importante criar estratégias de monitoramento e acompanhamento. Desta forma, minimizamos os custos com casos mais complexos

Por outro lado, ciente de que o mercado brasileiro tem suas particularidades, Rodriguez sugere passos modestos nos programas de saúde rumo a um objetivo maior. “Teste projetos e utilize medidas simples. Uma vez estando seguro, avance para projetos e indicadores mais complexos”, aconselha.

O especialista também lembra que é importante valorizar mais exemplos locais de boas práticas. “Não pense tanto nos Estados Unidos e na Europa. O Brasil é o Brasil. E temos aqui hoje empresas que estão fazendo um trabalho ótimo em gerenciamento da saúde populacional de seus empregados. Então, não é preciso reinventar a roda”.

Mudança de mentalidade

A metas exigidas de executivos da área financeira das empresas podem, segundo o Rodriguez, afastá-los de uma visão mais ampla acerca dos contextos onde são realizados os investimentos em saúde.

Trata-se de um hábito natural no mundo dos negócios, mas que carece de maior flexibilidade quando o assunto é saúde.

“Infelizmente, a sociedade em que vivemos hoje não dá muita chance para trabalhar na visão das empresas”, afirma Rodriguez. “Os esforços dos executivos quase sempre estão unicamente voltados a levar a companhia aos melhores resultados financeiros num curto prazo. Com isso, não há muito tempo para trabalhar essa cultura.

 

Luiz Edmundo Rosa e Cesar Rodriguez

Luiz Edmundo Rosa e Cesar Rodriguez